#22 – Sobre aceitar os “nãos” que a vida nos dá.

Encantar-se com alguém ou por algo é das coisas mais bonitas da vida. Coloca brilho nos olhos, viço na pele, calor no coração. Que coisa boa é estar encantado, rapidamente nos emendamos e remendamos na nossa melhor versão, por que encantados, nos sentimos plenos, preenchidos com algo de bom para retornar ao universo, às pessoas a alguém.

E assim, leves e inteiros oferecemos este algo bom na nossa bandeja de prata mais reluzente, nossa amizade, bondade, ou o nosso coração inteirinho, pintado no tom de vermelho mais vistoso da palheta de cores. O que temos para oferecer é o nosso melhor e oferecemos com entrega.

Mas pode acontecer de o mundo, a situação ou a pessoa não estarem assim tão dispostos a aceitar, por que o nosso melhor pode não ser o melhor, naquele momento, para aquela pessoa ou situação. Para nós é a coisa mais bonita, querida e plena. Mas é assim apenas para nós. Como oferecemos com muita entrega, a rejeição da vida dói muito e apesar disso só nos resta acalmar o espírito e aceitar o não que a vida, o universo ou alguém tem para nós naquele momento.

Ouvir os “nãos” da vida é ruim, dá revolta, sentimento de inadequação e nos leva ao questionamento de: “onde foi que eu errei?”. Mas tá aí, não tem erro ou acerto. Assim como em tantas situações precisamos aprender a dizer não, mais ainda precisamos nos abrir a aceitar e ouvir os tantos nãos que a vida nos coloca. Não significa que por que nossa melhor versão remendada e costurada aqui e agora não se encaixou em alguma situação ou para alguém, que ela não seja realmente boa ou digna de valor. Não é por que entregamos o coração de bandeja em alguma situação onde ele foi rejeitado, que o vermelho perfeito de que o pintamos tenha agora menos brilho.

Na nossa história para muitas coisas teremos que aceitar o não e isso não significa que sejamos menos por isso. Nossa melhor versão sempre tem que nos bastar no momento. O encantamento pode dar uma “broxada” e esta é a hora onde devemos desviar o olhar, nos centrarmos e voltar os olhos na busca de novas coisas que nos encantem e  tragam novamente o brilho. As pequenas rachaduras na alma e no coração a gente só cola com encantamento e amor, principalmente com o amor próprio.

 

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